A caixa-forte do futebol azul e branco
As leis do mercado são cruéis com os jogadores que não exaltam o grandioso espetáculo dos génios. Numa sociedade de aparência, na qual tudo tem de ser deslumbrante, promovendo a imagem, sempre a piscar o olho ao entretenimento, sofrem os outros, muitos deles cujo pecado maior é jogarem muito bem futebol. Esses tornam-se quase invisíveis, indiferentes à ditadura de quem promove a magia de uma finta, de um truque esplendoroso ou assina um golo eterno. Os que se habituaram a eternizar jogos medíocres com toques de arte, perpetuados em imagens recuperadas a todo o instante, sabem que vale mais um segundo de inspiração do que meses a fazer tudo bem e a ser a base do funcionamento de grandes equipas. O papel de Héctor Herrera no FC Porto serve para exemplificar a divergência.
