A ciência inconsciente de Bruma
Tostão, estrela do Brasil campeão do Mundo em 1970, uma das melhores seleções da história do futebol, afirmou: "Há um saber que antecede a compreensão humana." O parceiro de Pelé no ataque dessa equipa inesquecível referia-se ao peso das decisões impensadas que os jogadores tomam em hora e meia. Se o instinto é a velocidade de ponta da inteligência, um atalho que conduz à ação sem pedir satisfações ao raciocínio, Bruma é um futebolista de expressão genuína, fruto de uma ciência inconsciente, que não se aprende; um aventureiro preparado para fazer conquistas pelo caminho; um ilusionista que tira coelhos da cartola e um visionário que, em tempo de conceitos repressivos, dá largas à magia, que serve para ganhar jogos (quando corre bem) ou para o sentar no banco (quando corre mal).
