A ditadura da estatística no futebol
Os avançados-centro foram, durante anos, os únicos jogadores suscetíveis de serem reduzidos a números. Quando o Mundo evoluiu para o elogio da eficácia, os pragmáticos começaram a ganhar a luta contra os sentimentos e as emoções. Tudo se tornou quantificável: quilómetros percorridos, duelos ganhos, faltas cometidas e sofridas, assistências, percentagem de posse de bola… Hoje todos podem ser reduzidos a um número, como se isso fosse tudo numa expressão de arte como é o futebol. A generosidade, o empenho, a presença constante, o suor, o músculo e o compromisso confortam os instintos. Mas essa não é a base do futebol que nos encanta.
