Rui Dias

Rui Dias Redator e repórter principal

A estrela esmagadora do campeão

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Apesar da tendência de sentido contrário, o futebol continua a ser um desporto de jogadores, condicionado pela imprescindível coordenação de todos os elementos que contribuem para o funcionamento coletivo. O Sporting, por exemplo, é uma equipa que dá homogeneidade às diferenças e torna-as solúveis na prestação coletiva. O projeto futebolístico, elaborado segundo a conceção de Rúben Amorim, conta com a cumplicidade de quem lhe dá forma, numa convergência que tranquiliza cada componente. Só acreditando no líder (e que ele sinta que os outros acreditam nele), o treinador consegue transmitir o que pretende, e só assim os jogadores aceitam o rumo que lhes é dado. Estes pedem resposta às dúvidas e solicitam sentido de orientação. No caso concreto do campeão, a simbiose entre uns e outros é tão perfeita que a equipa se exibe acima das expectativas. O Sporting de RA é um exército com rumo, no qual o líder indica o caminho sem precisar de gritar, porque conquistou a autoridade, o respeito e a admiração pela única via possível: a do saber e do bom senso.

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