A sugestão do professor
Decorria o ano de 1988 quando, em contramão com o senso comum, escrevi um texto no Record sobre os 5.000 metros dos Jogos de Seul, na qual Domingos Castro foi quarto, no fim de uma corrida estranha: o queniano John N’Gugi isolou-se muito cedo e aumentou vantagem sobre o pelotão; Domingos respondeu sozinho, encetou perseguição empolgante mas nunca o alcançou. Na reta final foi ultrapassado pelos alemães Baumann (RFA) e Kunze (RDA) e perdeu o pódio. Caiu o Carmo e a Trindade. Em contramão com a opinião dominante, elogiei-lhe a coragem e entendi que a derrota não fora perder o bronze mas sim não ter chegado ao ouro – a prata ter-me-ia sabido a pouco.
