Interrogatório

Rui Dias
Rui Dias Redator e repórter principal

Belga já não pode ser aposta transitória

Que significado teve a titularidade de Svilar, em detrimento de Júlio César?

Rui Vitória tinha, de facto, duas opções: a conservadora, que era apostar na experiência do guarda-redes brasileiro; e a atrevida, que era dar a baliza ao jovem belga. Com a diferença substancial do senso comum que envolvia a primeira escolha. Depois do golpe que afastou Varela, a escolha do miúdo afasta Júlio César das contas. Mesmo com o grave erro no golo do United, a aposta em Svilar deixou de ser transitória. Se não for ele o guarda-redes do Benfica para o que falta da época, a confusão pode instalar-se.

O que quis Rui Vitória transmitir com a titularidade de Diogo Gonçalves?

O jovem extremo foi o rosto de decisões radicais do treinador. Para a esquerda do ataque tinha Cervi, Zivkovic e deixou Rafa de fora por opção. A escolha recaiu sobre um habitual suplente. Serviu para dar confiança a quem joga menos e terá funcionado como sinal indiscutível de insatisfação relativamente a algumas opções consideradas prioritárias.

Porque entrou o Benfica em 4x3x3 e não em 4x4x2, como sempre?

Face ao grau de dificuldade do jogo, com uma das melhores equipas da Europa, a dúvida fazia sentido: manter o sistema de sempre, com dois avançados (sendo que um deles seria Jonas), ou apostar em três médios para equilibrar a batalha do miolo. Vitória preferiu a segunda hipótese, que lhe deu mais consistência em zona nevrálgica do jogo.
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