Champions é palco para Tecatito
O futebol está cheio de jogadores cujas carreiras ficaram aquém do talento que lhes era atribuído, na maioria dos casos por opções individuais discutíveis – Romário teve Barcelona a menos, Rui Costa Fiorentina a mais; João Vieira Pinto revelou excessiva fidelidade a Portugal, Hagi perdeu-se na Roménia e na Turquia. Jesús Corona chegou jovem ao FC Porto (22 anos), oriundo dos holandeses do Twente, e trouxe credenciais de fenómeno. Deslumbrou como candidato a herói solitário, com tiques exibicionistas que tanto o conduziam à glória como ao fracasso; estava formatado para se satisfazer encantando plateias, indiferente ao papel que devia desempenhar na equipa e no jogo. Sérgio Conceição foi decisivo na calibragem de um futebolista que, sendo um génio, era discutido pelos treinadores; que resolvia por magia mas era responsabilizado por muitos fracassos.
