Duas bombas para o dérbi da Supertaça
Quando reuniu todas as qualidades e as harmonizou; assumiu um compromisso sólido com a equipa e se tornou um soldado de elite; se entregou à tarefa de desequilibrar (com bola) e equilibrar (sem ela), durante hora e meia, sem cometer qualquer erro estrutural; reuniu todas as ferramentas para jogar ao mais alto nível, criar situações de finalização e marcar ele próprio um número elevado de golos, Rafa tornou-se um jogador fantástico e, em determinado contexto, um fenómeno do futebol moderno. É justo considerar, como ressaca da ‘Reconquista’, que o Benfica viveu do génio de João Félix, da arte de Pizzi, dos golos de Seferovic, mas também, e nalguns momentos principalmente, do futebol diabólico, explosivo, contagiante e, surpresa máxima, regular de um extremo que vai dos 0 aos 100 km/h em centésimos de segundo e não diminui a eficácia com a bola nos pés.
