Lukaku dá poder de fogo à Bélgica
A Bélgica de Roberto Martínez, ao fim de cinco anos de trabalho em conjunto, constitui um dos projetos mais aliciantes do futebol atual. Com uma história feita de astúcia estratégica, inteligência tática e um jeito especial para aplicar doses descomunais de cinismo e traição, os belgas recusam-se hoje a mutilar o jogo no que ele tem de mais apaixonante: o sentido de aventura; o orgulho de lutar de peito aberto com todos os adversários; a libertação do instinto coletivo e da exaltação criativa de cada um dos seus representantes. Desde que o espanhol chegou, a seleção desvaneceu o impulso de atuar na expectativa; de organizar-se atrás e dar a bola ao adversário como quem lhe concede uma última oportunidade de ser feliz antes de aniquilá-lo em contra-ataques fulminantes e letais.
