Rui Dias

Rui Dias Redator e repórter principal

Maradona, Marinho e eu

Adicione como fonte preferencial no Google

Marinho Peres era treinador do Sporting na época 1990/91 e coube-me acompanhá-lo no serviço de espionagem ao Bolonha, adversário leonino na Taça UEFA. O hotel onde ficou hospedado era o mesmo dos napolitanos, cuja comitiva chegara mais cedo. Quando fui ao encontro do míster, a praça onde se situava o hotel estava um caos, de gente, câmaras, jornalistas, gritos, bandeiras, cachecóis… Entrei a custo e o cenário era de grande preocupação: Diego estava quase a chegar. No bar, Marinho conversava com Careca e Alemão, dois internacionais brasileiros, que o reconheceram e não mais o largaram. Maradona furou o mar de gente e entrou na unidade hoteleira com o aspeto de um náufrago salvo no último instante. Dirigiu-se logo ao lugar onde estávamos e cumprimentou-nos a todos. Depois de uma conversa breve, Careca perguntou-lhe se conhecia o convidado. Olhou-o de alto abaixo, pensou um pouco, fez três ou quatro perguntas e disparou com segurança: "Marinho!" A partir daí foi escusado falar com Marinho. Todas as conversas acabavam da mesma maneira: "Você é minha testemunha: o Maradona me reconheceu. Dá para acreditar numa coisa destas?" Dá sim, míster, eu estava lá e vi.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade