Memórias de um deus maior
Navegando pelo Facebook, paro numa publicação de Diego Armando Maradona. É um vídeo introduzido com a pergunta se tenho 30 minutos do meu tempo. Como tempo não falta e as saudades do futebol apertam, aceitei o repto; em meia hora, satisfiz todos os sentidos e recuperei a magia do melhor jogador da história. Dribles, passes, acrobacias, golos, assistências, truques para todos os gostos, conduzem quem a ele assiste ao mundo de um deus. Não era magro mas tinha a agilidade de um gato; parecia disperso mas revelava a autoridade de um marechal; era exibicionista mas suportava-se em campo com a intervenção de um cientista a quem não escapava o mais ínfimo pormenor. Nele coabitavam a genialidade que o impelia a pintar quadros sublimes e o saber feito de estudo e interpretação com que cumpria o resto do trabalho.
