Na luta pelo melhor de sempre
Joaquim Meirim (1935-2001) entendia os jogadores como homens completos. Quando alguém lhe falava de um futebolista cujo problema era não ter cabeça, o velho mestre não resistia e punha a conversa no lugar: "Eu, aos meus jogadores, treino-os da cabeça aos pés e não só do pescoço para baixo." Por essas e por outras, Meirim era tão corrosivo perante certos debates. "Nunca se esqueçam de que a cabeça também se treina", era a conclusão fácil de um pedagogo com preocupações sociais, reveladas na avidez de conhecer bem os jogadores mais problemáticos: queria saber quem eram, de onde vinham, de que família e meio, de modo a conhecer a origem das fragilidades para tentar ultrapassá-las.
