O artista que dá glória aos outros
Raros são os jogadores que comandam exércitos e administram batalhas, como criadores de referência, a partir dos flancos; são estrelas cuja dimensão tática superior permite entender os movimentos que lhes cabem e alimentar os que outros precisam; que orientam na zona central, dão profundidade nos flancos e, sendo esmagadores na produção global, ainda se entregam a potenciar pequenas sociedades nascidas na diversidade do posicionamento em campo. Pizzi tornou-se um jogador maior, nas alas ou no coração da equipa; atrás, no meio e à frente; que, apesar da imensa responsabilidade que carrega sobre os ombros, nunca é apanhado desprevenido. É também na diversidade do seu futebol de vistas largas, sustentado por uma técnica de passe divinal, que assenta parte do sucesso do Benfica de Bruno Lage. À semelhança do que sucedeu na primeira época de Rui Vitória, quando a entrada de Renato Sanches o fez derivar para a direita, Pizzi voltou agora a tornar mais esmagador o peso na equipa.
