O exílio de um génio do futebol
O futebol sempre foi e será um desporto que cultiva a individualidade, no qual cada jogador se expressa com um talento próprio, que deve colocar ao serviço do bem comum. O passado é eloquente na afirmação de que onze solistas integrados na mesma orquestra não são sinónimo de grandes sinfonias, prova de que o jogo exige diversidade de contribuições, coordenada por quem sintetize e potencie o melhor que cada um tem para oferecer. Esse é o papel do treinador, que concebe o suporte de uma ideia global orientada segundo parâmetros que devem gerar cumplicidade generalizada. Diego Simeone edificou um Atlético Madrid ganhador, identificado nos princípios e na ação. A proposta respeitou as emoções de adeptos ávidos de resultados e o clube tornou-se apetecível mesmo para quem reconhece antecipadamente as dificuldades de um meio que exige mais energia do que talento.
