O fiel depositário de uma ideia
Sinal da evolução do treino (e suas componentes mais científicas) e do peso crescente de elementos ligados à estratégia, as equipas de futebol tornaram-se, mais do que nunca, produto de cumplicidades, automatismos, segredos, verdades e mentiras. Como se de mandamento sagrado se tratasse respeitam um vasto reportório de soluções táticas, que consolidam imensa cadeia de regras, movimentos, posicionamentos e decisões; jogam cada vez mais de memória (peso crescente, quase obsessivo, do trabalho levado a cabo no dia a dia), mas sem perder de vista os benefícios do instinto individual, só equacionado nos casos em que o processo global é menos consistente. A sofisticação coletiva, promovida pelos treinadores, com base em princípios e conceitos próprios, conduz à criação de uma espécie de Constituição interna que orienta o comportamento da comunidade. O FC Porto tem um mentor (Sérgio Conceição) e um fiel depositário da complexa teia ideológica em que assenta: Mateus Uribe.
