O futuro de Sérgio no Dragão
Começou por ser a resposta à convicção de que faltavam elos de ligação entre a equipa e os alicerces do portismo; como se fosse a coisa mais simples do mundo, repôs os valores de identidade cultural degradados em quatro anos de jejum, promovidos por quem pensou que podia comprar títulos sem um rumo ideológico, com independência de princípios, estilo e história. Sérgio Conceição desempenhou o papel de fiel depositário da alma azul e branca, do homem capaz de aplicar, no discurso e nas relações com o exterior, as doses certas de firmeza, picardia e contundência que cumprem os requisitos do código genético do dragão. Tudo começou no falar duro e grosso; na capacidade para afrontar os poderes instituídos; na intransigência da gestão do grupo; na recusa de manifestações de simpatia com os adversários e na resistência a salamaleques dialéticos mais próprios de um mordomo da casa real britânica.
