O homem que venceu a Champions
Johan Cruyff disse um dia: "Quando o guarda-redes joga muito e bem é porque a equipa o faz mal e isso, na minha perspetiva de treinador, não é coisa boa." A declaração faz sentido vinda do mentor de civilizações nas quais imperava a perfeição conceptual e cujo funcionamento era tão oleado que não precisava de atos heroicos para salvar a sua integridade. Numa grande equipa, criada segundo esses parâmetros de qualidade e que se expresse de acordo com a força de uma potência, o papel do guarda-redes não pode ser tão relevante. Está para o futebol como as forças de segurança para a sociedade: é o último garante da ordem em momentos de crise e, ao mesmo tempo, a derradeira esperança de felicidade em estados fora de controlo.
