O leão que é uma ave rara
O escudo na camisola não chega para fazer ganhar sem esforço, organização e talento. Sem compromisso a vitória será sempre uma quimera pelo que é preciso juntar-lhe nomes próprios; para dar forma à competência, é fundamental ter onze homens focados, orientados por disciplina férrea e uma ordem bem entendida para equilibrar operações, e alguém que os inspire e conduza ao destino. A propósito da final da Taça da Liga, em Braga, a questão torna-se mais simples: todas as equipas precisam de um jogador como Nani, cujo poder aglutinador e espírito de missão criou as condições para que o Sporting reagisse a uma situação desfavorável e acreditasse, contra todas as evidências, que era possível evitar uma derrota anunciada. Nani, que voltou a Alvalade em nome da felicidade, cumpre os requisitos de uma ideia defendida por Jorge Valdano, quando afirmou ser o futebol um jogo que mostra o homem autêntico nesta sociedade que é, cada vez mais, uma absoluta consagração da mentira.
