O mágico que só brilha como operário
Em outubro de 1984, com poucos meses de FC Porto, Paulo Futre estava moderadamente entusiasmado. Em vésperas de um Portugal-Checoslováquia para o México’86, no qual foi suplente, cruzámo-nos nas Antas e pusemos a conversa em dia. Perguntei-lhe como se adaptara à nova realidade, respondeu que lindamente, era feliz no Porto, cidade e clube, mas havia coisas a melhorar. O quê? Respondeu que lhe faltava "qualquer coisa", porque a satisfação com o seu rendimento era relativa, embora "o homem" (Artur Jorge) lhe dissesse sempre que tinha sido o melhor em campo. "Diz isso para me dar moral mas sei que posso fazer muito mais", concluiu.
