O malandro que dirige a orquestra
Manteve os traços de personalidade, a aparência irreverente mas evoluiu para um futebolista incomum. Habituado a expressar-se pela sempre difícil e arrojada arte do engano, apetrechou-se com armas de centrocampista completo; tendo desenvolvido a carreira sem travar a convicção de que só o instinto o levava onde queria e que a solução para se impor era fazer sempre o que sentia, em qualquer circunstância e zona do terreno, é hoje um futebolista completo, que estudou a geografia do campo, assimilou as regras do jogo e depurou a noção de que em certos momentos também está obrigado a fazer o que deve, segundo as orientações prévias fornecidas pelo treinador.
