O miúdo que faz girar os holofotes
É um fenómeno físico e técnico; assenta numa compleição atlética impressionante, que lhe permite impor-se em qualquer circunstância, e num talento que assume dimensão extraordinária em zonas de definição ofensiva. Aos 18 anos, Nuno Mendes está longe de ser um projeto concluído, principalmente porque lhe falta preencher o disco rígido do conhecimento do jogo e dos elementos táticos imprescindíveis à construção de um defesa. Enquanto delicia tudo e todos com dotes raros de artista oriundo de zonas recuadas, vive uma fase transitória até assumir, de uma vez por todas, candidatura ao topo dos melhores laterais-esquerdos da história do futebol português e enquadrar-se, com a vantagem da idade, na hierarquia europeia da atualidade.
