O que Cruyff dizia sobre os defesas
Na plenitude da expressão plástica, conceptual e curricular do Milan de Arrigo Sacchi, uma das mais extraordinárias equipas da história do futebol, cuja construção teve início na segunda metade dos anos 80, Johan Cruyff não afinou pelo diapasão geral. Revelou sensibilidade com a inovação adjacente à qualidade, foi sempre elogioso com o trio holandês que era a sua mola criativa (Gullit, Van Basten e Rykaard) mas agregou a essa admiração o reconhecimento pelo modo como se comportava sem bola. Olhava para o talento deslumbrante de um coletivo oleado e goleador mas valorizava, acima de tudo, a coesão da máquina perfeita. Cruyff afirmou então que o Milan resistiria à saída de um, ou até dos três holandeses, mas desmoronar-se-ia com o eventual abandono de Franco Baresi, o príncipe eterno, capitão, líbero e comandante absoluto da ação defensiva.
