O que tem CR7 para dar à Seleção
O futebol não tem culpa de pandemias, corrupção, crise, desemprego e falsos modelos sociais. Será assim tão estranho que nestes tempos miseráveis, sem referências nem esperança, as pessoas se agarrem a uma paixão que, sendo lúdica na sua essência, interfere no que somos e sentimos? O futebol mexe com felicidade e depressão, alegria e tristeza; atinge uma transcendência tão descomunal que põe em causa a realidade e cria outra que, parecendo mais insignificante, nos ocupa da cabeça aos pés, atravessa de um lado ao outro do corpo, agitando-nos durante dias, semanas, meses, anos, quando não para o resto das nossas existências. O Euro’2020 está à porta e os nossos sentidos agitam-se.
