O samba morreu! E agora?
Os meninos de rua, capazes de encantar quem passa e de levar à loucura magnatas que não olham a meios para fazê-los atravessar o Atlântico, costumam sair de casa como diamantes em bruto e regressam iguais a todos os outros. Nessa viagem, iniciada mais pela motivação de deixarem a pobreza para trás, perdem magia, paixão e atrevimento, em nome de valores considerados fundamentais no futebol moderno: intensidade, concentração, responsabilidade, disponibilidade física e sentido tático. Desde as derrotas do escrete de Telê Santana no Espanha’1982 e no México’1986, o Brasil reprime a sua natureza existencial, porque atribui a esses alicerces as causas de ter deixado de ganhar com frequência.
