O último negócio de uma era
Não tem a magia instantânea dos grandes artistas, que encantam plateias e agitam a indústria. Apresenta-se com rosto de cidadão qualquer e a expressão feliz de um jovem igual a tantos; em campo é silencioso, discreto e, em menos de 10 minutos, identificamo-lo como jogador despreocupado com o exterior, que não pensa em protagonismo e age, em exclusivo, em função da equipa. O papel que lhe cabe na peça não é decifrado ou mesmo valorizado automaticamente; o seu futebol não contém elementos criativos comuns aos génios, porque recusa fintas, habilidades e demais truques que retirou, ainda menino, do reportório que lhe definiu o estilo. Weigl é, assim, um operário especializado, cumpridor de todas as tarefas que lhe são atribuídas, e um funcionário superior, com técnica cristalina e profundo conhecimento tático, que serve para manter a equipa em funcionamento, segundo princípios acordados previamente com o treinador.
