Rui Dias

Rui Dias Redator e repórter principal

Os árbitros e o vazio da bancada

Adicione como fonte preferencial no Google

Houve um árbitro da 1.ª Liga, entre o fim dos anos 80 e o início do novo século, cujas principais características se dividiam entre a boa capacidade de observação e as fragilidades para lidar com as decisões que tomava. Era um parceiro de excelência mas faltava-lhe convicção e carisma para suportar com firmeza as tomadas de posição mais polémicas, incluindo as acertadas. Contavam alguns jogadores que, em situações de conflito, assumia uma subserviência comovedora, dizendo que podiam insultá-lo, chamar-lhe todos os nomes, só não queria que fizessem gestos. Só essas manifestações exteriores de desagrado o preocupavam e explicava, com ar inocente, que estava ali sozinho contra todos, acusação direta aos jogadores, que estimulavam os adeptos a enfurecer-se, aumentando o barulho e a ira vinda das bancadas.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade