Otávio entre a mentira e a perfeição
O ar gingão identifica-o como malandro à procura de picardia; quando entra em ação há nele traços de genialidade, própria de quem cresceu agarrado à bola e fez do futebol a porta de entrada numa vida próspera e bem-sucedida. Funcionou, durante parte da carreira, como peça solta da engrenagem da comunidade que defendia e, não sendo unidade de fácil inserção no coletivo, valeu sempre a pena contar com ele. É esse mesmo jogador que vemos hoje integrado numa equipa de topo europeu, impregnado de valores adultos que adulteram o perfil juvenil que o caracterizava desde os tempos em que se lançou à estrada. Otávio tornou-se maduro e fiável. Vê-lo com a braçadeira de capitão do FC Porto é a prova de que o menino rebelde evoluiu.
