Portimonense assumiu um risco enorme
Faz sentido o Portimonense entrar de modo tão atrevido no Dragão?
Faz, se essa for (como é) a identidade da equipa e a sua orientação ideológica. Difícil é manter consistência para suportar o atrevimento. Jogar olhos nos olhos frente a uma potência como o FC Porto comporta um risco saudável mas por vezes insuportável: exige a perfeição. Só atuando a 100 por cento o Portimonense podia levar a água ao seu moinho. Naqueles 6 minutos (entre os 20’ e os 26’) perdeu o rumo, sofreu 3 golos e expôs-se à goleada.
Que significado devemos atribuir às escolhas de Herrera e Marega para o onze, ficando Óliver e Soares no banco?
O principal significado tem a ver com a boa exibição de Herrera em Vila do Conde e com a notável resposta de Marega desde que Sérgio Conceição o chamou. O maliano vai em 5 golos apontados, está bem integrado na equipa e aprimora o entendimento com Aboubakar a cada jogo que passa. Não faria sentido interromper um processo com tão bons resultados.
Como interpretar a utilização de Reyes no último quarto de hora?
Sérgio Conceição sabe que precisa de dar minutos a um jogador que ainda lhe pode fazer muita falta. É o terceiro central do plantel e, em condições normais, o substituto de Danilo Pereira na posição 6. Este, por outro lado, também precisa de algum descanso. Em véspera da deslocação ao Mónaco faz sentido que tenha sido poupado.
