Quando o Rui era o filho do Zé
Vivia os primeiros meses na redação de Record, na Travessa dos Inglesinhos, quando me foi marcado um jogo do Atlético, então na Zona Sul da segunda divisão. A partir de certa altura, a conversa dos mais velhos versava um facto inesperado. Os saudosos Carlos Arsénio, Eduardo de Castro, Patrício Álvares e Mendonça Ferreira entusiasmaram-se quando souberam que filho do Zé (Águas) também jogava futebol, era ponta-de-lança e bom nas alturas. O meu pai chamava a brasa à sua sardinha e completava a ideia dizendo que essa qualidade genética se devia ao facto de o miúdo jogar voleibol – arbitrara muitos jogos dele e conhecia-o bem.
