Recordações de dois génios
Foi a 16 de fevereiro de 1984 que me encontrei com José Maria Pedroto, no fim de uma reportagem com o Liverpool, adversário do Benfica na Taça dos Campeões. O Mestre estava em Londres, no fim de mais numa etapa do tratamento contra a doença que havia de vencê-lo menos de um ano depois. A tarde foi sublime. Cumpria-se a visita de cortesia e ficou desde logo assegurada a autorização para publicitar o encontro – a entrevista foi uma negociação mais dura, porque essa estava prometida a um amigo que iria fazer a viagem de regresso ao Porto no mesmo avião. Na edição do dia 17 de fevereiro, Record dava conta de que tinha visitado o Mestre e que ele respondera com um agradecimento sentido: "Estou desvanecido com tantas atenções."
