Um artista em busca da estatística
Contraria todas as teorias falaciosas de que os bons jogadores em equipas menores dificilmente encontram espaço nos grandes colossos. É o lugar-comum preconceituoso de quem acredita só haver vida nas maiores potências e que de nada vale a um jogador mostrar-se em palcos menos reconhecidos. Chiquinho habituou-se, na Académica e no Moreirense, à livre expressão artística, ao estímulo dos aplausos vindos da plateia, ao reconhecimento dos companheiros e à importância atribuída por treinadores e quem os rodeia. A pressão no patamar mais elevado é uma fonte de incertezas e até medo que, em muitos casos, limitam a exaltação de talentos indiscutíveis. Os jogadores treinam-se como sempre, em nada alteram comportamento e personalidade, mas toda a normalidade é beliscada pela excecionalidade da exigência social e desportiva dos meios onde habitam. É impressionante o modo como, chegando ao campeão nacional, Chiquinho conquistou um lugar entre os titulares.
