Um craque de talento intermitente
Há nele vários paradoxos, o principal dos quais ter o calor e o frenesim dos grandes criadores e acompanhar esses traços com sintomas de indiferença perante a exaltação dos gestos e o assombro causado de cada vez que entra em contacto com a bola. Jesus Corona rompe a lógica de um futebol orientado por conceitos mecanizados, de corte industrial e rotinas próprias de uma fábrica de produção em série. O relvado tem o significado do palco para os grandes intérpretes; do local certo para estimular a criatividade, onde é importante descobrir soluções personalizadas para sair dos apertos e apelar ao talento para confirmar o futebol como expressão de arte e resolver problemas vulgares com argumentos de extraterrestre.
