Um dilema chamado Mathieu
Quando o Milan do final dos anos 80 entrou em ação, para se tornar a maior potência do futebol daquele tempo, Arrigo Sacchi mostrou ao Mundo que pode haver beleza no trabalho e funcionamento das equipas que não têm bola. Uma das mais revolucionárias equipas da história potenciou a arte de comandar as operações dando a iniciativa ao adversário e deu ainda mais bases para separar os defesas que são grandes jogadores de futebol daqueles que constroem carreiras sem pudor e se orientam por princípios que, em determinados momentos, os aproximam da delinquência pura e simples. Certo que aquele Milan de sonho tinha um dos maiores de todos os tempos (Franco Baresi), logo não servia de exemplo; mas definiu uma estética para as décadas seguintes.
