Um símbolo da família azul e branca
Nos dez anos em que esteve no Real Madrid (334 jogos), Pepe nem sempre obteve o reconhecimento dos dirigentes madridistas, em contraponto com a paixão dos adeptos. Num dos momentos da renovação do contrato, sempre delicados, porque a coincidência entre a relevância na equipa e a proposta nunca era automática, alta figura da estrutura do clube não teve medo das palavras e assumiu que, por ele, o luso-brasileiro seria dispensado. O argumento final era elucidativo de um preconceito: "O Real Madrid é um clube cavalheiro". Desse complexo de superioridade não enferma o FC Porto, de que Pepe é expoente por todas as razões, incluindo o tipo de intervenção, dentro e fora dos relvados. O mesmo se passa com Sérgio Conceição.
