Uma equipa com pés e cabeça
Jogou perto de década e meia ao mais alto nível. Por curiosidade quis conhecer cada etapa da profissão seguinte; por sensibilidade escolheu uma estética; por inteligência traçou um plano. Existia treinador e discurso, faltava apenas uma freguesia para pregar – e recusou algumas ofertas. Rúben Amorim escolheu então as perguntas certas para ocupar o cargo e exercê-lo: como fazemos para atingir os fins? Que ideia nos orienta? O debate começa aí, porque o futebol revela como somos e nos expressamos; podemos utilizá-lo como terreno de liberdade, felicidade e criatividade, para melhor desfrutarmos da beleza e da solidariedade; ou servir-nos dele para nos expressarmos com pragmatismo e especulação, assumindo que o importante é ganhar de qualquer maneira – com batota, grosseria, falta de ética… É a eterna diferença entre jogar só para ganhar e jogar para ser feliz, de preferência ganhando.
