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O santo e a engenharia
Há um defeito antigo no modo como olhamos para a Seleção. Não é tático: é teológico. Precisamos de enterrar o herói para ter o prazer de o ressuscitar. Na quarta-feira, 17 de junho, Ronaldo era um peso morto. Na terça-feira, 23 de junho, voltou a ser um deus. Mas entre o luto da estreia e a apoteose de um 5x0 frente ao Uzbequistão não houve conversão. Houve engenharia. Convém olhar para o relvado em vez de ficar preso ao altar.
