Do céu ao inferno
1] Ao contrário do que é habitual, Roger Schmidt preocupou-se em realizar um ajuste estratégico na receção à segunda linha do Inter. Percebendo que Simone Inzaghi é inflexível em relação à utilização de uma organização estrutural em 3x5x2, o alemão definiu uma primeira linha de pressão a três, formada por Di María (que se aproximava do central-esquerdo Bastoni), Rafa e Tengstedt, o que fazia com que o Benfica raramente estivesse em inferioridade perante a primeira linha de construção do rival. Depois, responsabilizou João Mário pelo encaixe no ala-direito Darmian, o que libertou Morato para o apoio aos centrais, não os deixando em paridade com Alexis e Arnautovic, enquanto Aursnes, à direita, encasava no ala-esquerdo Carlos Augusto. Depois, a comunhão entre Florentino e João Neves, indomáveis no centro do terreno, fruindo também do acasalamento entre Rafa e Tengstedt, que não deixavam Asllani respirar com bola, permitia que as águias ocultassem a inferioridade no miolo (2x3).
