Tempo de (re)nascer
1 Vencer foi a melhor notícia do debute da Seleção Nacional no Euro’2024. Roberto Martínez recuperou a estrutura em 3x4x3, desdobrável entre o 5x2x3 e o inegociável 3x2x5, espantando com a aposta em Nuno Mendes como central-esquerdo. O que não foi uma má ideia, ao permitir que o combinado indígena se superiorizasse na primeira fase de construção, além de afiançar, pelo perfil do canhoto, belicosidade na condução acelerada ofensiva e na recuperação defensiva. Até pelas arduidades que Pepe e Rúben Dias podiam evidenciar face a eventuais contragolpes do rival. Depois, o desdobramento ofensivo, com Bernardo, a partir da direita, e Cancelo, desde a posição de lateral/ala-esquerdo, a juntarem-se a Vitinha e a Bruno Fernandes no corredor central, com a largura a ser conferida por Dalot (direita) e Leão (esquerda), abonava superioridade (4x3) no espaço interior. O que foi muito pouco perscrutado, apesar de ter assinalado diferenças num curto período na segunda metade da etapa inicial, por ter sido privilegiada a exploração do flanco esquerdo em ataque posicional, deixando o direito, até aos checos abicharem a vantagem, quase votado ao abandono.
