Rui Malheiro fala dos pontos fortes e fracos dos reds

Rui Malheiro
Rui Malheiro Analista

A análise do Liverpool: Poder de fogo

• Foto: Reuters 

Restituir a glória ao clube tem sido uma tarefa hercúlea para Jürgen Klopp. Sem títulos conquistados, o terceiro exercício do treinador alemão à frente dos destinos do Liverpool exige resultados. No campeonato, o líder Manchester City já está a 18 pontos. Sobra a Liga dos Campeões.

Organizado em 4x3x3, onde procura conciliar a criatividade e a mobilidade de Salah, Mané e Firmino (Coutinho partiu para o Barcelona em janeiro), secundados por Wijnaldum, Emre Can (ausente por castigo do jogo do Dragão), Henderson ou Milner, Jürgen Klopp testou – sem grandes resultados – cinco estruturas alternativas – 4x4x2 clássico, 4x4x2 em losango, 4x2x3x1, 3x4x2x1 e 3x5x1x1 – ao longo dos últimos meses. Equipa tremenda na exploração de contra-ataques e de ataques rápidos, capaz de urdir um futebol combinativo a altíssima velocidade nos últimos metros e de chegar com contundência a zonas de finalização a partir de ações individuais, o que lhe permite ferir o rival e criar inúmeras ocasiões de golo. Tem faltado, em alguns momentos, uma maior paciência na circulação da bola em ataque posicional, e, de forma mais constante e eficaz, uma maior pungência na pressão e na reação à perda da bola, aspeto que sempre caracterizou as equipas do antigo treinador de Dortmund e Mainz. Contudo, o FC Porto terá pela frente uma missão espinhosa, pois é muito difícil frear o tremendo poderio ofensivo dos reds, assim como obstaculizar o ritmo elevadíssimo que são capazes de imprimir aos jogos.

Lacunas defensivas. Mas também é notório que o sector defensivo do Liverpool, mesmo reforçado com o holandês Van Dijk está longe de primar pela consistência, e tem sido esse o óbice para o sucesso nas competições internas. Muitas vezes exposta pela voracidade ofensiva e tentativa de reação alta à perda, a formação de Klopp revela deficiências gritantes no controlo da profundidade e na definição da última linha, algo que o FC Porto costuma aproveitar de forma dilacerante, como também permite que os adversários perscrutem diagonais da esquerda para o meio – fragilidades entre lateral e central pela direita –, além de mostrar arduidades na defesa da primeira e da segunda bola (em zonas frontais) após cruzamentos.

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