Análise de Rui Malheiro ao Nott. Forest: o bicampeão bate à porta do Dragão

Equipas voltam a reencontrar-se após o duelo na fase de liga
Equipas voltam a reencontrar-se após o duelo na fase de liga • Foto: FC Porto

O Nottingham Forest com quem o FC Porto se digladiará nos quartos da Liga Europa carrega consigo uma contradição que nenhuma métrica consegue resolver. É uma equipa em convulsão doméstica e em estado de graça continental. Duas identidades que coexistem no mesmo plantel e duas verdades que não se anulam. O que obriga os dragões a preparar o embate com a lucidez de quem sabe que vai enfrentar um adversário diferente daquele que luta pela sobrevivência na Premier League, onde ocupa o 16.º lugar, com 32 pontos em 31 jornadas e a sombra da despromoção a três pontos de distância. No banco estará o homem que faz deste embate algo mais do que uma eliminatória. Vítor Pereira, o técnico de Espinho, regressa ao Dragão não como visitante, mas como espetro de uma era em que perdeu apenas 1 jogo em 60 de Primeira Liga, sagrando-se bicampeão pelos azuis-e-brancos em 2011/12 e 2012/13. Antes disso, foi o principal adjunto de André Villas-Boas no quádruplo histórico de 2010/11, que incluiu as conquistas da Supertaça diante do Benfica de Jorge Jesus, do Campeonato, com um registo invicto e 21 pontos de vantagem sobre o Benfica, da Taça de Portugal, fruto de uma goleada ante o Vitória SC (6x2), e a Liga Europa da UEFA na final portuguesa de Dublin ante o SC Braga, reflexo de um golo solitário de Radamel Falcao, capaz de voar, com os seus 177 centímetros, sobre os centrais adversários para dar sequência a um cruzamento de Guarín. Villas-Boas é o atual presidente do FC Porto. A circularidade da história, como um passe de calcanhar que regressa ao pé de quem o originou, acrescenta uma camada emocional que extravasa qualquer análise de desdobramentos e blocos defensivos.

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