Fernando Matos, Pedro Bouças e Rui Malheiro

Arranque da Champions: As apostas dos nossos especialistas

FERNANDO MATOS

Quem é o principal candidato a vencer a prova?
Real Madrid, Barcelona e Juventus são os eternos candidatos. Mas devemos ter em conta clubes como Manchester United, Atlético Madrid ou Manchester City, pelos plantéis que construíram, bem como (ou principalmente) pela manutenção dos seus treinadores. Depois do verão escaldante e dos milhões investidos seria um falhanço não ter o PSG na final, ou seria a prova que não chegam apenas milhões.

Quem será a grande figura? 
Messi e Ronaldo, enquanto jogarem, irão certamente fazer parte do lote dos três melhores jogadores. A eles podem juntar-se Neymar, pela importância que vai assumir neste novo PSG, mas se surgir o nome de Isco não me surpreenderá absolutamente nada.

Quem pode ser a revelação?
Para revelação aponto Jadon Sancho (com apenas 17 anos), que se transferiu do Manchester City para o Borussia Dortmund no último dia desta janela de transferências.

PEDRO BOUÇAS

Quem é o principal candidato a vencer a prova?
Paris Saint-Germain. É uma equipa individualmente incrível em todos os setores. Tem um plantel com vários elementos com um perfil de tomada de decisão muito acentuado. Combinam como poucas outras equipas nos seus treze, catorze mais utilizados, características técnicas, físicas e de decisão de excelência. Unai Emery tem um histórico importante nas competições por eliminatórias, e previsivelmente o PSG beneficiará de ter a Liga resolvida mais cedo que os restantes candidatos à vitória final, o que lhe permitirá chegar com menor desgaste aos momentos de decisão da Liga dos Campeões.

Quem será a grande figura?
Messi. É o jogador mais competente do mundo em todas as fases do jogo. Acredito que será a figura maior da competição porque, aos golos, alia qualidade nas zonas de criação, e de construção. Desequilibra consecutivamente os jogos com os seus dribles, a forma como conduz, e define seja o último passe ou a finalização.

Quem pode ser a revelação?
Adrien Rabiot. Jovem e com pouca notoriedade, é um dos jogadores que faz jogar as estrelas do PSG. Tem muito critério, sabe sempre quando acelerar em passe ou pausar o jogo, deixando respirar a equipa, e fá-lo com uma qualidade técnica muito elevada. Muito capaz no posicionamento quer ofensivo quer defensivo, acredito que será o elo de ligação inteligente entre os setores da equipa francesa, pela forma como nunca se precipita e toma as decisões adequadas. A sua imponência física ajudará nos momentos em que os jogos entrem mais no domínio dos duelos, embora raramente tenha de recorrer à sua morfologia para ser bem sucedido.

RUI MALHEIRO

Quem é o principal candidato a vencer a prova?
Real Madrid. Alcançar um tricampeonato europeu consecutivo, algo que ninguém consegue há mais de quarenta anos (Bayern, 1974-1976), parecia uma tarefa inexequível no futebol moderno, como atesta o facto do Barcelona de Guardiola, a equipa que mais próxima esteve da perfeição futebolística no novo século, não o ter conseguido. Mas não há uma fórmula única para alcançar o sucesso, e Zidane tem sabido maximizar o enorme peso das individualidades em prol do coletivo. E não é por acaso que conta com o melhor tridente de médios da competição – Modric, Kroos e Isco –, que se destaca pela tomada de decisão e inteligência na leitura de jogo superlativas, suportados por um equilibrador (Casemiro), e com o melhor definidor em zona de finalização – Cristiano Ronaldo – suportado por um avançado com um perfil combinativo (Benzema).

Quem será a grande figura?
Cristiano Ronaldo. À semelhança do que aconteceu no exercício anterior, Zidane deverá fazer uma gestão da sua condição física para que chegue à fase das grandes decisões na melhor forma. Com um tridente soberbo de médios, um avançado associativo, e dois laterais profundos a carburarem para que cintile, a sua majestosa capacidade de definição vem sempre ao de cima: em lances de bola corrida (ataque posicional, ataque rápido ou contra-ataque) ou lances de bola parada; em remates de dentro da área ou de fora da área; em disparos com o pé direito, com o pé esquerdo ou através do jogo aéreo.

Quem pode ser a revelação?
Gabriel Jesus. Entre os jogadores que farão a sua estreia na Liga dos Campeões parece-me ser o que poderá causar maior impacto. Velocidade e aceleração alucinantes, finta ziguezagueante, e mobilidade desconcertante, além de argumentos no passe que lhe permitem estabelecer conexões bem-sucedidas com Kun Agüero. Depois, tem um conjunto de criativos – David Silva, Bernardo e De Bruyne à cabeça –, além de Agüero, prontos para indagarem as suas pungentes desmarcações no espaço, e evidencia facilidade a buscar a baliza rival em definições com os dois pés ou através do jogo aéreo.

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