Benfica sem governo
1] É profundamente árduo inteligir como um treinador com a experiência de Roger Schmidt tenha caído no logro de se inebriar com os triunfos em Arouca, lanterna-vermelha do campeonato, numa partida para a Taça da Liga em que o efeito surpresa cooperou para estabelecer diferenças ante um antagonista abúlico e sumiço, e em Chaves, ante o penúltimo classificado, após uma exibição a roçar o soporífero no capítulo ofensivo, na sequência da mudança de organização estrutural do até aí inflexível 4x4x2 para o 3x4x3. A derrota contundente (1x3) ante a Real Sociedad, em que a disparidade no resultado não se ajusta à retumbante hegemonia basca na etapa inicial, subvencionou um banho de realidade ao técnico teutónico, que, na véspera, anunciara que o Benfica estava, fruto da metamorfose estrutural, muito mais sólido no capítulo defensivo, e a caminhar para se tornar mais contundente a nível ofensivo. Um logro colossal com corolário nefasto para as águias, eliminadas da Champions com zero pontos no bornal ao fim de quatro jornadas, o que também deixa o futuro europeu preso a uma cerca de arame farpado.
