Chocolate basco e o Kubo mágico
1] A conferência de Roger Schmidt prévia ao jogo ante a Real Sociedad não foi promissora. A tentativa de um mind game, que mais tarde aclararia como humorístico, saiu ao lado. Até porque, ao puxar para si os galões dos dois triunfos sobre o FC Porto nesta estação, acabou por desprezar o embate de capital importância que se avizinhava na Champions, sobrevalorizando a dimensão do arquirrival nortenho. O que não agradou a uma elevada franja de apaniguados rubros, já insaciados com o nulo de pontos e de golos marcados nas duas primeiras rondas da prova europeia. Mas o que terá escapado à maior parte dos adeptos foi a forma como expôs as mais-valias do antagonista basco, definindo-o como particularmente forte nas transições. O que não deixa de ser verdade, sobretudo para quem se limita a ver um compacto dos golos marcados, mas subtrai a essência da lealdade a um modelo consistente e burilado, que assenta no domínio e no controlo das partidas através da incisividade do seu jogo de posição.
