Crónica de uma morte anunciada

1] O anúncio do despedimento de Roger Schmidt era uma questão de tempo, que se desenhou tardiamente após o malogro na jornada inaugural em Famalicão. No fundo, algo que não foi mais do que o reflexo de que o altaneiro alemão, instalado em Nárnia desde que estendeu o contrato – amplamente melhorado – a 31 de março de 2023, não aprendeu nada com os lapsos dilacerantes que perpetrou no exercício anterior, que já encetaram a ser visíveis nos momentos mais delicados na época do título. Por isso mesmo, o reflexo do trabalho de mais uma pré-época foi uma mão-cheia de nada, pela total inépcia e falta de vontade em introduzir novos princípios e novas dinâmicas num modelo de jogo esgotado. Olhar para mais uma exibição amorfa em Moreira de Cónegos, com o coletivo a manifestar deficiências gritantes nos quatro momentos de jogo e nas bolas paradas, que o Moreirense aproveitou ao fechar os caminhos para a sua baliza e ao encontrar os espaços para transformar em perigo os seus ataques pontuais, não são mais do que o reflexo do deteriorar pungente de um modelo que se metamorfoseou num verdadeiro 'gegendepressing'. Tão previsível como incipiente.

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