Demagogia feita à maneira é como queijo numa ratoeira
1] Permanece um silêncio estrepitoso de Rui Costa em relação à crise desportiva e financeira que o Benfica atravessa. Até ao momento, o presidente dos encarnados não obsequiou quaisquer explicações plausíveis para a falência do projeto liderado por Roger Schmidt, absolutamente conjeturável no final do exercício passado, e de um labor íngreme no mercado de verão, com várias operações a demonstrarem escassez de planeamento e uma necessidade imperiosa de robustecer os cofres das águias. O que ganhou ainda uma maior dimensão, no domingo, ao ser conhecido o Relatório e Contas anual da Benfica SAD, que apresentou um prejuízo de 31,36 milhões de euros, mesmo atingindo máximos históricos em receitas comerciais e de bilhética. Só que o retorno a um cenário de contas a vermelho agudiza-se quando se percebe que os gastos operacionais sem direitos de atletas subiram 1,5%, com a indispensável redução dos gastos com o pessoal a ser escoltada por um questionável aumento em fornecimentos e serviços externos, o passivo da sociedade cresceu 8,7%, e os capitais próprios tombaram 27,7%, ficando reduzidos a 81,8 milhões de euros.
