Gyökeres estragou prenda a Pinto da Costa
Entre o passado, com Pinto da Costa sorumbático, apesar de efusivamente saudado por uma maioria de adeptos que o derrotou nas urnas, na bancada presidencial, e o futuro, com André Villas-Boas a vibrar, no meio dos sócios que o elegeram contundentemente, a cada incidência do jogo, jogou-se o presente ante o Sporting. A vontade do grupo, liderado por Sérgio Conceição, era o de oferecer um triunfo a Pinto da Costa ante o mais do que provável futuro campeão. A melhor versão dos dragões, com índices de concentração e de agressividade elevados, veio ao de cima. Ainda assim, é injusto dizer que Rúben Amorim surgiu, após uma semana tumultuosa, descentrado no Dragão. Mas nada lhe correu bem. Nem a utilização de 4 defesas-centrais no onze inicial, de forma a defender em 4x4x2 e atacar a partir de um 3x4x2x1 desdobrável 3x2x5, nem quando procurou, com a entrada de Gyökeres, remendar uma primeira parte com muita bola e sem chegada a zonas de finalização. Até aí, houve muito mais FC Porto. Pela organização defensiva coriácea, mas também pela eficácia na chegada a zonas de finalização, que valeu um 2x0, com tentos de Evanilson, a passe de Pepê, e de Pepê, após uma investida do debutante Martim Fernandes. O controlo da segunda parte pertenceu aos portistas, mesmo que menos eficientes no assalto ao último terço. Mas a consistência defensiva estava a ser suficiente para travar as investidas leoninas, mesmo quando Amorim, ao minuto 60, acertou na terceira e na quarta substituição. Só que nada fazia prever um empate desenhado, em 62 segundos, ao cair do pano. Com Gyökeres, a dar sequência a cruzamento de Nuno Santos e a um passe açucarado de Edwards, a bisar.
