Lembra-me um sonho lindo inacabado

1] A Seleção Nacional despediu-se do Euro’2024 após realizar a sua melhor partida na competição. É certo que o jogo foi pautado pelo equilíbrio, ante uma França cínica e timorata, que apostou as suas fichas em alterar a estrutura para o 4x3x1x2, colocando Griezmann nas costas de uma dupla aberta formada por Kolo Muani e Mbappé. Assim, robusteceu uma organização defensiva coriácea, com duas linhas extremamente compactas e de uma dimensão física absurda, por onde seria hercúleo entrar, obsequiando a posse aos lusos, para depois, após recuperação, perscrutar com contundência os ataques rápidos e contra-ataques. Contudo, face ao apagamento de Mbappé, limitado pela máscara, e as insuficiências de Kolo Muani, a que se juntou o tremendo acerto da última linha nacional comandada pelo extraterrestre Pepe, os gauleses só conseguiram estar por cima da partida nos 15-20 minutos posteriores à entrada de Dembélé. O buliçoso extremo que, finalmente, ofereceu criatividade e imprevisibilidade a partir do corredor direito no assalto a zonas de finalização, o que se traduziu nos três lances mais acutilantes no assalto à baliza de Diogo Costa.

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