O Jamor tem mais encanto na hora da despedida
1] As excelentes conferências de imprensa dos dois treinadores no sábado tiveram prolongamento na primeira meia hora da final, inequivocamente marcada pelo equilíbrio. O FC Porto, a partir da sua estrutura em 4x3x3, não arcou, à semelhança do que sucedera no jogo do campeonato no Dragão, uma pressão alta. Optou por um posicionamento médio-alto, com uma belicosidade que assentiu que, numa contratransição, Evanilson surgisse isolado, ao minuto 2, na cara de Diogo Pinto, após recuperação de Francisco Conceição e passe de rutura de Galeno. Mas o fito principal era o de não expor demasiadamente a última linha – com um posicionamento mais baixo – no controlo da profundidade. E, em momento defensivo, os dragões não se coibiram de se reorganizar próximo de um 6x3x1, com Conceição – ao acompanhar Nuno Santos – e Galeno – a perseguir Catamo – a funcionarem como segundos laterais. O que permitia um posicionamento mais interior a João Mário, atento a Pote, e a Wendell, com Trincão em ponto de mira, além de avalizar uma superioridade no eixo central com Zé Pedro, mais marcador, e Otávio, mais solto, a não se exporem a indesejáveis situações de paridade com Gyökeres. Depois, com bola, os portistas procuraram superar a primeira pressão do adversário, com Alan Varela a assumir protagonismo, e perscrutar a profundidade através das desmarcações de Galeno e de Evanilson. O médio argentino sobressaiu pela forma como procurava receber a bola solto, entre os avançados e os médios verde-e-brancos, e a enquadrar-se com a baliza adversária. Acabaria por sair do seu pé direito, o passe longo que isolou Evanilson na profundidade, e que ditaria, aos 30 minutos, a expulsão de St. Juste. Cinco minutos depois de ter fomentando uma excelente triangulação no corredor central com Nico González e Pepê, que, após deficiente receção de Catamo, consentiu que Evanilson rubricasse o 1x1.
