O mérito a quem o merece
1] Independentemente da exibição paupérrima do Benfica, o grande protagonista do clássico foi Sérgio Conceição. Uma nova masterclass técnica-estratégica, com propriedades diferentes da que impôs ao Arsenal, não só tornou inequívoco o triunfo do FC Porto, como tornou incontestada a manita que impôs ao arquirrival para o qual olhou de forma impiedosa. Isto porque Conceição continua a agigantar-se perante as contendas mais complexas, apresentando ajustes estratégicos cruciais, fruto de uma análise detalhada do oponente, que robustecem um modelo de jogo que se torna ainda mais cabal e cadenciado. Depois, em jogos desta dimensão, sabe transmitir a mensagem aos jogadores, que aceitam o desafio da superação pela vontade indómita de triunfar. O que se torna mais maiúsculo quando o rival é o Benfica ou quando penetram no universo mais elevado da Champions, garantindo aí, pelo menos, alta competitividade.
