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O número que Martínez não soube rezar
Portugal saiu do Mundial sem nunca ter tido a bola como projeto. Em três anos e meio, período mais do que suficiente no contexto de seleção, Roberto Martínez não construiu uma identidade, um modelo de jogo. Juntou nomes por hierarquias, distribuiu-os por funções onde não fulguram, e quis convencer-nos, com o seu discurso esférico, que tínhamos uma equipa. A eliminação ante a Espanha não foi acaso. Foi a fatura de uma ausência que vinha de longe
